21:32 · 23 de junho de 2026

PolíticaGravatá

MEMÓRIA SELETIVA NA CÂMARA: RICARDO MALTA ATACA O QUE SEMPRE USOU

Ex-Secretário de Obras de Gravatá, Ricardo Malta, que utilizou milhões em suplementações orçamentárias, agora na Câmara, vota contra o mesmo instrumento, revelando uma contradição e conveniência política.

Por Ana Clara NascimentoPublicado em 05 de maio de 2026, 14:05
MEMÓRIA SELETIVA NA CÂMARA: RICARDO MALTA ATACA O QUE SEMPRE USOU

Ricardo Malta tenta vender rigor, mas os números e os resultados do próprio passado desmontam o discurso

À frente da Secretaria de Obras de Gravatá, utilizou sem qualquer resistência o mesmo instrumento que hoje combate: em 2021, suplementou R$ 8.747.000,00; em 2022, R$ 11.872.834,00; e em 2023, mais R$ 8.562.450,94.

O problema não é só a contradição, é o resultado. Mesmo com valores milionários à disposição, a secretaria não entregou o que deveria e foi deixada em situação crítica, com problemas acumulados e demandas não resolvidas.

Agora, fora da gestão, Malta posa de guardião das contas públicas e vota contra o que sempre utilizou.

Não é mudança técnica. É conveniência política. Ele sabe que sem suplementação a máquina para, obras travam e serviços deixam de chegar. Ainda assim, escolhe o discurso fácil, ignorando o próprio histórico.

A contradição é evidente. Quem teve milhões nas mãos, não entregou o esperado e agora tenta impedir o funcionamento da gestão atual.

No fim, o discurso não se sustenta, e o que fica é a incoerência de quem critica hoje aquilo que usou ontem, sem ter feito o que precisava ser feito.

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